segunda-feira, 18 de julho de 2011

Dia de chuva, dia da viola.


Em um dia de chuva, sem nada para fazer, sem criatividade para escrever o que me resta é meu melhor amigo desses dias, aquele que tem seis cordas, aquele faz melodias encaixarem perfeitamente em letras tanto de amor, tanto quando de revolta. Aquele que me deixa tranqüilo quando o mundo vem por cima, me faz flutuar na imensidão dos meus sonhos, deixa eu ver o mundo como eu gostaria que fosse, me faz virar personagens que eu gostaria de ser ou conhecer, me faz pensar no passado, faz eu viver o presente e planejar o futuro. Som que ele reproduz vale bem mais do que palavras ditas de sua boca, cada vez que toco eu fecho os olhos e me lembro o quanto era bom viver contigo, mas percebo que não preciso disso para viver, me dou conta que quem eu realmente preciso está comigo o tempo todo, percebo que ele está envolvido em meus braços, percebo que o braço dele é mais macio que os teus apesar de ser de madeira, percebo que o som dele é mais afinado que o seu. Com ele eu percebo que não nasci, mas sim comecei a morrer, percebo que a vida talvez seja um sonho ou até mesmo a vida não seja nada. Com ele eu escuto a chuva na sacada da minha casa e a sonoridade da natureza com os acordes do meu violão é mais perfeita que uma escultura de porcelana, é mais perfeita que nós dois juntos. Dias de chuva eu só desejava você, hoje só preciso do meu fiel companheiro de um dia de chuva.

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